Tecedores 2018-06-13T20:55:47+00:00

O surgimento e a materialização de um novo perfil comportamental que demonstra esse novo pensar e fazer política nos territórios: suas ações, estratégias, princípios, mentalidade e valores.


Porque tecem os fragmentos, os pedaços, os retalhos das diversas identidades presentes na sociedade latino-americana. Une umas às outras, criando pontes, conectando realidades e mediando relações a partir de uma visão: a construção de uma coletividade própria da América Latina.


O processo de reconstrução do tecido social parte do entendimento de que não há um único salvador que nos libertará da condição de “cidadãos a espera de um milagre”. Cidadãos livres do poder patriarcal, independentes, autônomos e conscientes de sua responsabilidade geram o ambiente para que mais pessoas se emancipem.
Ao se emancipar, o indivíduo compreende que é preciso sair da zona de conforto e começa a agir.
Somente um cidadão emancipado é capaz de respeitar e desejar a liberdade do outro. Ninguém emancipa ninguém. Só o indivíduo tem o poder e capacidade de fazê-lo.


A coletividade é um conjunto de indivíduos que formam uma unidade. Para reconstruir o tecido social, não basta o tecedor se emancipar, suas ações devem ser orientadas a partir da visão da coletividade.
Em outras palavras, a coletividade é a capacidade de respeitar as individualidades, com a intenção de chegar a um acordo.
Coletividade é respeitar as diferenças, mas mesmo assim ser capaz de construir o comum.


Experimentar formatos e ferramentas baseados na coletividade e na autonomia dos indivíduos é a maneira dos tecedores desenvolverem novas formas de atuação política.
Para encontrar caminhos de reconstrução do tecido social é preciso criar e cocriar, testar e experimentar.
Adotam novas ferramentas, digitais e sociais, aplicando-as nas formas de organização tradicional, ou criando e desenvolvendo outras.

Clique e saiba mais sobre as ferramentas de ação dos tecedores:









A ação dos tecedores manifesta novos paradigmas, próprios desse tempo, contrapondo-se à política tradicional:


Se a emancipação é a libertação do poder patriarcal (organização social exercida por homens), a transição para uma estrutura mais feminina não é somente a luta por direitos civis.
É também agregar à construção coletiva os elementos do princípio feminino em si: rede, colaboração, emancipação, afeto, criatividade. Em outras palavras, é o resgate de um princípio humano oprimido e abafado pela lógica dominante do patriarcado.

“Se eu tivesse um gênio da lâmpada, meu pedido para o sistema político seria 50 [homens]/50 mulheres. Cota para as mulheres e garantia do lugar das mulheres em pé de igualdade pra que a gente pudesse ter assertividade nos espaços de decisão.”

Marielle, Brasil

“Feminizar a política é valorizar os processos, uma política em que as pessoas podem ser escutadas e que elas podem influenciar os processos decisórios.”

Áurea, Brasil


Os tecedores atuam a partir de todos os pontos da sociedade – da sociedade civil às instituições -, com o propósito de aumentar o fluxo de informações e a conexão entre atores funcionais, tornando-se a ponte entre cidadãos e a tomada de decisão.


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“A mudança e a inovação no século 21 demandam esforços de todas as pessoas e atores. Sem essa vontade de mudar, mantemos o círculo vicioso. A ruptura é atravessar essa zona de conforto, ter disponibilidade em tomar riscos e ceder a minha parte ao outro para construir um caminho comum.”

Carlos, Chile

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